Lina Bo Bardi: A Poética da Sobrevivência abre em Xangai

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Lina Bo Bardi: A Poética da Sobrevivência abre em Xangai

Organizada pela PSA Power Station of Art, em Xangai, China, com apoio do Instituto Bardi, a exposição reúne em 800 m2 um recorte substancial da trajetória de Lina Bo Bardi, do nascimento na itália, Roma em 1914, à chegada ao Brasil em outubro de 1946, com seu parceiro Piettro Maria Bardi, ao seu último projeto, em 1991, um ano antes de sua morte.

Naturalizada brasileira, em 1953, Lina é um dos nomes marcantes da arquitetura moderna. Seu pensamento e sua obra, passados mais de 100 anos de seu nascimento, permanecem instigantes e provocativos em uma relação fora do tempo, como se existisse apenas o presente, o agora.

Com curadoria de Renato Anelli, vice-presidente do Insituto Lina Bo e P. M. Bardi, fundado pelo próprio casal em 1990, e e Mateus Bertoni, como curador assistente, “ Lina Bo Bardi – Poetics of Surval”, título da exposição na China, apresenta a arquitetura como uma forma popular de sobrevivência ancorada na essencialidade.

A exposição reúne dois grandes eixos. “O primeiro, a civilização da sobrevivência em que Lina Bo Bardi encontra no Brasil um caminho para renovar a arquitetura e o design modernos, propondo que sejam compreendidos como uma civilização, uma autêntica contracultura brasileira”, assinala Anelli.

O segundo, completa o curador, a Poética da Sobrevivência, quando a arquiteta, a partir do golpe antipopular de 1964, vê aquele caminho interrompido e inicia uma década de experimentação em cenografia e práticas teatrais e cinematográficas. “ Desses anos, emerge uma arquitetura figurativa que interpreta o imaginário popular, dando origem a uma poética singular, a Poética da Sobrevivência. Com ela, a arquiteta realiza projetos de intervenção em edifícios e contextos urbanos históricos, entre os quais se destacam o SESC Pompéia e o Centro Histórico de Salvador”, observa Anelli.

Com 33 desenhos originais, mais de 300 reproduções, além de fotografias, vídeos e maquetes, produzidas na China, dos principais projetos de Lina, a exemplo, da segunda sede do MASP, inaugurada em 1968 na avenida Paulista, a exposição traz objetos de arte popular, da coleção do casal Bardi e mobiliário projetado pela arquiteta.

Ocupam o espaço da PSA, reedições de cadeiras pensadas por Lina, com destaque as cadeiras produzidas pela Marcenaria Baraúna e pela ETEL Design,parceiras do Instituto Bardi.

Lina Bo Bardi – Poética da Sobrevivência integra oficialmente o Ano Cultural Brasil-China 2026, que marca os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

Mais informações: https://www.powerstationofart.com/whats-on/exhibitions/lina-bo-bardi-the-poetics-of-survival